sábado, 18 de agosto de 2007

Austrália




















AUSTRÁLIA - O PARAÍSO BRANCO

Nos últimos anos tive a oportunidade de viajar pelo mundo afora e estive em lugares tão espetaculares e surpreendentes quanto Jerusalém, Macapá, Barreirinhas, Petra, Machu Pichu, Shewsbury. Mais ainda não tinha visitado a Austrália, o que só aconteceu recentemente. Ali passei três semanas no inverno de 2007.

Ao viajarmos pela Austrália a comparação com o Brasil se impõe permanentemente. Aliás, nós, brasileiros, temos esta mania de ficar o tempo todo comparando os lugares que visitamos com o Brasil. Eu já havia comparado previamente o Cairo com Recife (São duas cidades grandes, feias e poluídas cortadas por grandes rios...).

Mas, na Austrália, a comparação se impõe com maior força. Somos em tudo parecidos com eles, exceto por algums aspectos...

Pegue o Mapa Mundi:
Veja como a Austrália e o Brasil ocupam posições geográficas bastante semelhantes, mesmas latitudes, mesmo formato, mesma distribiuição de fusos horários! Sydney está mais ou menos na altura de Porto Alegre, Brisbane, de Curitiba e Cairns, de Porto Seguro (O extremo norte do Cabo York está na altura de Maceió e o extremo sul do "continente australiano" (sem contar com a Tasmânia) está na altura de Bahía Blanca, Argentina).

Cairns. Um dos destinos turísticos mais desejados - e visitados do mundo. Ali são organizados a maioria dos 1.400.000 mergulhos autônomos (com cilindro) realizados por ano na Austrália.



















Fabinho´s Diving Buddies


















COMO MONTAR E GERIR UMA FLORESTA TROPICAL

RECEITA


Pegue Ubatuba:

Ubatuba - SP






Cairns - Quensland:


















Pegue o trecho da subida da serra de Ubatuba para Taubaté



Road to Lake Morris, Cairns, Queensland

















Ponha no meio da mata aquela cachoeira que se avista na descida da Mogi-Bertioga;







Barron Falls















Ponha um vilarejo típico no alto da Serra (nem precisa ser tão maravilhoso quanto São Luís de Paraitinga);

Construa uma estrada marvilhosa que liga a cidade ao vilarejo - é necessário ter vários refúgios ao longo da subida, onde se pode parar o carro em segurança para apreciar a paisagem.


[Isto é um filme! clique na seta]



Construa uma estrada de ferro e ponha um trenzinho turístico que faz o percurso entre a cidade e o vilarejo, abarrotado de turistas; alternativamente, ofereça aos turistas a possibilidade de subir ao vilarejo por um teleférico por cima da Floresta Tropical.


















Construa no meio da mata uma passarela de 3 km de extensão que vai do nível do chão à copa das árvores. Nesta passarela é possivel passar com uma cadeira de rodas; todo o seu trajeto deve ser interpretado, explicando sobre as bromélias, como elas foram parar ali nas copas da árvores, a fauna, etc.

















Ponha no vilarejo e nas imediações, vários santuários de preservação da vida selvagem. Santuário das borboletas, santuário do mico-leão, santuário do beija-flor, etc. Cobre Quinze dólares de entrada em cada um destes santuários. Ponha em cada santuário lojinhas para vender pelúcias e toda sorte de lembrancinhas dos bichinhos fofinhos da região.






















Convença o Lonely Planet a recomendar este lugar como um dos lugares mais fascinantes do mundo, uma verdadeira imersão na Floresta Tropical (The Rain Forest) com toda a sua profusão de árvores frondosas, bromélias, cachoeiras, animais, borboletas.

Pronto, está feita a fórmula do sucesso!


Quando eu estava em Cairns eu não podia parar de pensar todo o tempo na minha amiga Anamaria Morales, que ficou dez anos em Ubatuba tentado convencer turistas a darem as costas ao oceano e fazerem trilhas pela Mata Atlântica, ao preço de 30 reais por cabeça... bom, ela desistiu da empreitada. A Serra do Mar Turismo fechou as portas!

[Em Cairns os passeios pela Rain Forest custam de AUS$ 80,00 a AUS$120,00 (R$130,00 a R$ 195,00)].
Bom, comecei o relato do fim. Na verdade, a minha viagem começou em Sydney, a maior cidade da Austrália, com 4 milhões de habitantes. Sydney está situada dentro de uma baía que contem dezenas de outras baías menores, o que a torna uma das cidades mais cênicas do mundo.

Eu classificaria as cidades mais bonitas do mundo assim:

1º lugar: Rio de Janeiro
















2º Lugar: Sydney

















3º Lugar: San Francisco

















Eu ia contar até dez, mas voltemos à Austrália:


Nos dois primerios dias pegamos tempo nublado, chuvisco, mas logo o tempo se firmou e o céu azul impecável predominou por toda a viagem.

Sydney é uma metrópole dinâmica. moderna, organizada. Tudo se passa à beira d´água. Os melhores passeios, lojas, atrações, estão no porto. E há vários pequenos portos, com nomes graciosos, como Darling Harbour.

















Depois eu conto o resto...